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Segurança do uso do edulcorante ciclamato
Quantidade da substância presente em bebidas de baixas calorias atende aos limites máximos estabelecidos pela legislação e sua ingestão enquadra-se dentro de limites considerados seguros
Nas bebidas de baixas calorias e em outros alimentos são utilizados diversos edulcorantes, entre os quais o ciclamato, que tem por finalidade substituir integralmente o açúcar adicionado nas bebidas regulares ou reduzir o teor de açúcar em outros alimentos.
O ciclamato é um edulcorante não calórico, cujo uso em bebidas e alimentos é autorizado no Brasil e em mais de 50 países, incluindo os da União Européia, os do Mercosul e o Canadá.
O ciclamato tem uma vasta aplicação em alimentos e bebidas, particularmente em combinação com outros edulcorantes. É utilizado em adoçantes de mesa, bebidas, cereais matinais, gelatinas, geléias, pudins, gomas de mascar, confeitos, chocolates, produtos lácteos e outros.
Os resultados de cerca de 80 estudos científicos demonstram que o ciclamato não oferece risco para a saúde humana nas condições normais de consumo. O Comitê Científico para Alimentos da União Européia confirmou, em 1997, a segurança de uso para o ciclamato. O Comitê de Peritos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) concluiu que o ciclamato pode ser utilizado de forma segura, dentro de um limite máximo de ingestão diária aceitável (IDA) de 11 mg por kg de peso corpóreo. Isso significa, em termos práticos, que uma pessoa de 50 kg pode ingerir 550 mg de ciclamato diariamente, por toda a vida, sem riscos significativos à saúde.
De acordo com a Dra. Maria Cecília de Figueiredo Toledo, professora titular da Faculdade de Engenharia de Alimentos da UNICAMP, embora o consumo de edulcorantes no Brasil tenha aumentado nos últimos anos, estudos recentes conduzidos no País por sua equipe indicaram que a quantidade de ciclamato presente em alimentos e bebidas de baixas calorias atende aos limites máximos estabelecidos pela legislação vigente e que sua ingestão pela população geral enquadra-se dentro de limites considerados seguros.
Ainda de acordo com a professora Maria Cecília, apesar de os edulcorantes não serem utilizados da mesma forma em todos os países, em função das diferentes necessidades de uso e de distintos hábitos de consumo de alimentos, tem sido demonstrado, de forma consistente, que sua ingestão pela população média e por grandes consumidores encontra-se abaixo dos valores de Ingestão Diária Aceitável estabelecidos por comitês científicos internacionais.
